sexta-feira, 8 de abril de 2011

Tudo se passava da mesma maneira, mas havia algo que demonstrava que uma novidade estava para acontecer. No outro canto lá estava ela, observando atentamente todos em silencio, olhos espantados, porque não conseguia se identificar com as outras pessoas.
Era seu primeiro dia em um lugar que passaria a se tornar rotina, buscava manter a atenção, para não atrapalhar quem estava ali próximo a ela, e não chamar atenção, pois preferia não ser notada. Ela era diferente em relação aos outros, acreditava que conhecia duas realidades, mas tinha incerteza e medo da não aceitação.
Com seus pais não tinha pleno contato, sua mãe ocupada com a criação dos seus irmãos mais novos. E seu pai, ocupado com o sucesso profissional e financeiro que tanto almejava.
Conheceu alguém pelo qual valeria apena lutar contra seus medos. Depois da certeza que se amavam, tomou uma decisão: o que antes era medo se transformou em amor, coragem para enfrentar as opiniões.
Não era diferente, apenas amava a semelhança. Após entender o que realmente sentia, começou viver sem culpa e receio da indiferença.

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